© REUTERS / Stringer .
Porto Alegre já começou a receber militantes para o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorre no próximo dia 24, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Caravanas de diversos municípios e estados são esperadas na cidade.
PUB
“Cada sede do PT, cada casa, cada sede de entidade deve se transformar em um comitê em defesa da democracia“, salientou o vice-presidente do PT Nacional, Alexandre Padilha.
Para dar respaldo à militância, o PT escalou, de acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, uma comitiva de advogados que ficará de prontidão para oferecer suporte jurídico no caso de confrontos ou prisões.
+ Caso Lula entra em semana decisiva; saiba o que pode acontecer dia 24
A decisão revela a preocupação de dirigentes do partido e dos movimentos de esquerda com o que eles têm chamado de “reação radicalizada” da base do partido à possível condenação do ex-presidente na segunda instância.
Apesar da medida, as cúpulas do PT e dos movimentos de esquerda têm feito apelos para que os atos sejam pacíficos, mas admitem que o clima de revolta pode tornar a massa incontrolável. Sedes do Poder Judiciário e de meios de comunicação são vistos como potenciais alvos de ataques.
Agenda
Nesta segunda-feira (22), o partido já tem evento marcado, com a presença de juristas brasileiros e estrangeiros de renome, que realizarão um grande debate público sobre o processo movido contra Lula.
Amanhã, as secretarias de mulheres do Partido dos Trabalhadores promoverão ato com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff e da ex-ministra Eleonora Menicucci. Na mesma data, Dilma também abrirá uma 'vigília', no Parque Harmonia, em frente ao TRF-4.
Há algumas semanas, a Justiça Federal em Porto Alegre decidiu proibir um acampamento que o Movimento dos Sem Terra (MST) pretendia fazer no parque, mas liberou o local para manifestações, com preferência para os grupos que apoiam o ex-presidente.
Já um dia após o julgamento, dia 25, ocorrerá um grande ato político-cultural, que deve reforçar o nome de Lula como presidenciável. “Vamos provar que este processo é uma farsa e que Lula tem direito de ser presidente de novo”, reforça o presidente do PT no Rio Grande do Sul, Pepe Vargas.
“O TRF-4 será uma das batalhas que enfrentarmos neste 2018”, ressalta Padilha, lembrando que o ano que se inicia será de mobilização e vigília constantes. "É por isso que, no dia 25, o PT reunirá seu Diretório Nacional e parlamentares de todo o país para reafirmar o nome de Lula como única opção para a candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro".