UE quer articular com Brasil solução para sobretaxa dos EUA

Embaixador do bloco em Brasília falou em uma futura articulação

© Maxim Shemetov/Reuters

Economia alternativa 09/03/18 POR Ansa

O embaixador da União Europeia em Brasília, João Gomes Cravinhos, disse nesta sexta-feira (9) que o bloco pretende conversar com o Brasil e outros parceiros comerciais, como a Austrália, para estudar uma solução à sobretaxa imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao aço e ao alumínio importados.

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"Não temos vontade nenhuma de entrar em uma guerra comercial. Ao contrário do que está sendo dito, que guerras comerciais são boas e fáceis de vencer, a realidade é exatamente o oposto: são muito fáceis de perder", disse Cravinhos, em um evento para a imprensa internacional, em São Paulo. "Portanto, para nós, o diálogo é a melhor forma de responder a essa postura do presidente norte-americano".

Segundo Cravinhos, apesar de Trump justificar a medida como forma de defender os empregos dos norte-americanos, sua decisão é "política". "É ingênuo tratar o assunto dessa maneira", criticou. "Há um propósito político muito mais forte que o econômico". O embaixador explicou que, pelo mercado, existiriam duas soluções para a situação. "A primeira seria fazer o mesmo que os EUA, ou seja, medidas protetivas. A segunda seria retaliar", disse.

"Mas não queremos um espiral de retaliação. Não estamos em guerra com ninguém. Sentimos que foi um erro de Trump assumir essa posição. Queremos desenvolver uma resposta que não prejudique nenhuma outra parte do mundo, e que também seja coordenada com outras partes do mundo", sinalizou o embaixador da União Europeia.

Explicando, porém, que nenhum contato fora feito até agora com o governo brasileiro, Cravinhos disse que a postura da UE será mais apelativa e atrativa para os parceiros do que a sobretaxa de Trump.

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"Ainda não falamos com as autoridades brasileiras. Podemos perceber que as autoridades brasileiras veem de maneira muito negativa essa atitude de Trump", comentou. "Estamos há poucos dias desse anúncio. É importante termos agora um tempinho para falar com nossos parceiros, entre eles o Brasil, e aprofundarmos nossas ideias".

Os Estados Unidos irão taxar em 25% as importações de aço, e em 10% as de alumínio, de acordo com o anúncio de Trump. A medida deve passar a valer em 23 de março. Apenas Canadá e México foram excluídos da medida, apesar dos apelos do Brasil, que também teme sofrer danos no setor.

Mercosul

No mesmo evento em São Paulo, o embaixador foi questionado sobre o andamento das negociações para o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. "Estamos muitos próximos, mas ainda não estamos lá", disse Cravinhos.

A previsão era de que o acordo, negociado desde 1999, fosse fechado no fim de 2017, o que não ocorreu. "São muitos elementos [em discussão]", confessou Cravinhos. "Mas não quero entrar em detalhes, porque, em 2004, estávamos muito perto de fechar o acordo, e o que falhou foi que os negociadores dos dois lados começaram a negociar pela imprensa". (ANSA)

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