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É uma situação inevitável: a evolução da tecnologia transforma o mundo e, consequentemente, a forma como as crianças brincam. Primeiro foram os videogames nos anos 80 e 90. Agora, é a vez dos smartphones e tablets com os mais diversos aplicativos e jogos.
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Por mais que os pais tentem proibir os filhos de usarem esses dispositivos, um momento de distração já é suficiente para os pequenos pegarem os celulares e começarem a mexer com uma incrível habilidade.
+ 5 problemas que os celulares podem causar à saúde da pele
O fenômeno já é uma realidade no país. A pesquisa TIC Kids Online, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), aponta que 9 em cada 10 crianças de 9 a 17 anos utilizam os celulares como ponto de acesso à Internet.
A questão é que esses recursos potencializam não só os benefícios de aprendizado e organização, mas também os perigos que envolvem a infância, como o acesso a conteúdos inapropriados e crimes mais graves.
Evitar esses problemas é um processo contínuo e demorado, que exige dedicação e paciência tanto por parte dos pais quanto dos filhos. Confira algumas dicas importantes para tratar este tema com os pequenos.
1. Oriente e converse bastante
As crianças têm o incrível talento de aprenderem coisas novas apenas observando os adultos – quem nunca se surpreendeu com a desenvoltura de bebês diante de um celular? Mesmo assim, é necessário mostrar e reforçar sua posição de educador.
Sempre que possível, converse com eles sobre o uso adequado do aparelho, os horários das brincadeiras e o que podem, ou não, fazer. Essa atitude mostra que os pais estão por perto e prontos para auxiliarem os filhos em quaisquer situações.
2. Envolva-se com os interesses deles
Uma forma de estar presente e ganhar o respeito dos jovens é participar e mostrar interesse nos assuntos que eles mais consomem com o celular. Esteja por dentro dos jogos, brincadeiras, desenhos animados, música, entre outros conteúdos.
Ao fazer isso, você não só acompanha o que eles costumam fazer quando estão online no celular, como também fica mais próximo e antenado com as informações que eles mais interagem, o que garante uma aproximação ainda maior entre os familiares.
3. Autonomia deve ser conquistada aos poucos
Não é porque o uso do celular está liberado que a criança tem carta branca para mexer quando, onde e como quiser. Essa responsabilidade precisa ser monitorada e a autonomia deve ser conquistada aos poucos.
São os pais que devem ter o poder de decidir os limites dos filhos em relação aos dispositivos móveis. Uma alternativa interessante, por exemplo, é conceder um certo grau de liberdade a partir do cumprimento de metas responsáveis, como boas notas e realização de tarefas.
4. Monitore sempre
Mesmo que o jovem nunca tenha dado motivos para preocupação, continue monitorando suas atividades com o dispositivo móvel. Veja quanto tempo ele fica online, quais assuntos ou sites costuma navegar e os aplicativos baixados.
Com isso, você consegue desenvolver argumentos na hora de controlar o acesso. Por exemplo: ao mostrar que ele fica grande parte do dia no celular e deixa de fazer os trabalhos escolares, ou visita sites que não são adequados à faixa etária.
5. Ajude a organizar uma rotina
Ao invés de apenas proibir ou permitir o uso do smartphone, ajude os pequenos a montar uma rotina que consiga unir o que você julga ser importante com momentos para eles se divertirem com os gadgets.
O ideal é que o tempo livre permita que eles possam brincar em uma atividade física, consiga fazer todas as tarefas escolares e domésticas e, claro, possa descansar. O próprio equipamento pode ajudar nisso com a agenda e os lembretes.
6. Mostre que a tecnologia pode ser aliada
O tópico acima serve de introdução para esta dica: a tecnologia e os celulares podem ser aliados das crianças a serem mais responsáveis. Basta reforçar e valorizar o bom comportamento que eles demonstram no dia a dia.
Baixe aplicativos educativos e que ajudem na organização das tarefas, dê dicas de como utilizar o aparelho em diferentes situações e quais sites podem ampliar o conhecimento e ajudá-las no desenvolvimento escolar.
7. O virtual traz consequências reais
Ainda na infância mostre que a Internet e os aplicativos não são frutos da imaginação ou de um outro mundo. Resumindo: ensine que ações realizadas nos smartphones têm consequências reais e algumas são bem graves.
Os cuidados que normalmente passamos aos filhos no dia a dia, como falar com estranhos, são válidos e até mais importantes no mundo digital. Afinal, não conhecemos quem são, de fato, os “amigos virtuais” que se relacionam com eles.
8. Dê o exemplo
Por fim, se você deseja que os pequenos utilizem de forma saudável essa tecnologia, seja o primeiro a dar o exemplo. Como dito anteriormente, as crianças aprendem muito apenas observando o comportamento dos adultos.
Não adianta, portanto, passar as refeições ou grande parte do seu tempo livre com o celular na mão se essa for uma atitude que você reprova em seus filhos. Assim, monitore a sua rotina para não dar mau exemplo.
Moderação e cautela ajudam adaptação
Com um mundo cada vez mais conectado e dependente da Internet, proibir o uso de smartphone não faz muito sentido. Cedo ou tarde, a criança vai ter contato com essas soluções, seja com parentes ou amigos na escola.
Assim, o ideal é mostrar os benefícios e apontar os perigos que essa tecnologia pode trazer, criando uma rotina em que o jovem consiga levar uma vida saudável e responsável ao mesmo tempo em que se diverte com o gadget.
Também é ideal evitar contratempos. Aparelhos celulares demandam um grande investimento e devem ser preservados. Um bom seguro celular traz a tranquilidade para pais e filhos. Fonte: Bem mais seguro.