© Ueslei Marcelino/Reuters
Penitenciárias e delegacias brasileiras superlotadas. São 700 mil detentos nas mãos das facções criminosas. O domínio deveria ser do governo, mas a garantia ou não da vida dos presos não depende da administração federal. É o que diz o ministro da Segurança, Raul Jungmann. "O crime domina o sistema prisional porque o poder público não garante a vida dele [do preso]", declarou o titular da pasta.
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Enclausurado dentro de uma cela, o preso acaba se transformando em um alvo fácil para as facções, avaliou Jungmann. Em meio à crise financeira, o sustento dentro e fora da unidade prisional, muitas vezes, vem da facção dominante.
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"Quem vai garantir muitas vezes essa renda para ele e para a família dele é a facção. Só que ela vai exigir que ele faça um juramento e ele passa a ser um escravo, dentro e fora do presídio", disse o ministro.
Ele ainda acrescentou que há uma alternativa para a ascendência das facções dentro dos presídios encolher. O Estado, por sua vez, deveria garantir a vida do preso em custódia. "Assim podemos tirá-lo das mãos das facções. Claro, ele vai continuar a pagar pelo que fez, mas, se deixar ele absolutamente indefeso em relação à sua vida lá dentro, a pergunta que faço à sociedade é: isso está valendo a pena?", questionou o ministro.