© Antonio Parrinello/Reuters
A Itália perdeu os rastros de 40 dos 100 migrantes acolhidos pela Igreja Católica após a crise envolvendo o navio Diciotti, que ficou bloqueado por cinco dias no Porto de Catânia com mais de 150 pessoas a bordo.
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Os números são do Ministério do Interior do país e dizem respeito apenas aos deslocados internacionais transferidos para uma estrutura da Conferência Episcopal Italiana (CEI) em Rocca di Papa, nos arredores de Roma.
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Os migrantes chegaram ao centro de acolhimento entre 28 e 29 de agosto, em meio a protestos de neofascistas, contrários à recepção de pessoas resgatadas no mar. O grupo fazia parte dos 177 deslocados internacionais salvos no Mediterrâneo pelo navio Diciotti, da Guarda Costeira da Itália, no mês passado.
A embarcação ficou bloqueada por cinco dias no Porto de Catânia, em uma tentativa do ministro do Interior Matteo Salvini de fazer Estados-membros da União Europeia a se oferecerem para recebê-los. O desembarque só foi autorizado após a Igreja, a Irlanda e a Albânia terem se comprometido a acolher parte dos migrantes.
"É um afastamento voluntário, não uma fuga. Foge-se de um estado de detenção, e não é esse o caso. Ninguém quer ficar na Itália, isso já se sabe", afirmou à ANSA o diretor da Caritas no país, Francesco Soddu, acrescentando que eles não eram obrigados a permanecer em Rocca di Papa. (ANSA)